Sustentabilidade e pegada de carbono neutra: a relação do biocombustível e F1

O ronco de um motor turbo ou aspirado sempre foi a marca registrada da Fórmula 1 no imaginário popular. Principalmente para os que se apaixonaram pelo esporte após os títulos de Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e do eterno Ayrton Senna. Da potência e alto consumo dos V12 aos atuais V6 Turbo Híbrido que revolucionaram a indústria automotiva, um elemento sempre esteve presente na principal categoria do automobilismo mundial: o motor a combustão

Entretanto, a pauta da sustentabilidade, influenciada também pela necessidade de renovar o público que consome a F1, faz com que a categoria repense as tecnologias utilizadas nas pistas, principalmente às relacionadas com a emissão de gases poluentes. Neste artigo, vamos explicar com mais detalhes a relação do biocombustível e F1. Confira!

Biocombustível e F1: uma solução com pegada de carbono neutra

A principal categoria do automobilismo anunciou em 2022 um novo regulamento de motores para ser utilizado a partir de 2026. A intenção é encontrar uma solução que se apresente como sustentável, ao mesmo tempo que evita a eletrificação dos veículos monopostos e a perda do tradicional ronco do motor. 

Para tal, nos próximos anos a F1 deixará de utilizar combustíveis fósseis, derivados do petróleo e demais fontes esgotáveis, passando a utilizar uma mistura 100% renovável e que tenha em seu conceito uma pegada de carbono neutra

Ou seja, a categoria pretende utilizar combustíveis sintéticos que queimam carbono, porém são derivados da biomassa de plantas e da própria atmosfera, emitindo a mesma quantidade de CO2 utilizada para a produção do biocombustível. Vale ressaltar que, atualmente, a F1 já utiliza o combustível E10, uma mistura de 90% de combustível fóssil (gasolina) e 10% de biocombustível (etanol).

Fomento à inovação e à produção de biocombustíveis

Assim como toda mudança tecnológica aplicada na Fórmula 1, este novo regulamento incentivará a inovação no setor automotivo, principalmente na cadeia de produção de biocombustíveis. Isto ocorre tendo em vista que as tecnologias desenvolvidas para as pistas também deverão estar presentes em veículos de passeio nos próximos anos.

Atualmente, o Brasil é um dos maiores produtores de biocombustíveis do mundo, ao lado dos Estados Unidos. Isto ocorre através da enorme quantidade de agroindústrias que trabalham com soja, milho e cana-de-açúcar na fabricação de etanol.

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