Introdução
Entre as bombas helicoidais mais utilizadas na indústria, o modelo NM e NE bomba helicoidal se destaca pela variedade de configurações e pela padronização de códigos.
Cada número e letra na nomenclatura identifica uma característica construtiva, que define tamanho, montagem, geometria e capacidade de pressão.
Além disso, compreender essa estrutura é essencial para especificar sobressalentes compatíveis, solicitar manutenção e planejar reposições sem risco de incompatibilidade.
Neste artigo, você vai aprender a interpretar cada parte do código e a entender como cada informação se conecta ao desempenho da bomba.
Exemplo de nomenclatura
A identificação de uma bomba helicoidal começa sempre pelo código gravado na plaqueta ou no corpo do equipamento. Esse código reúne todas as informações construtivas necessárias para reconhecer o modelo, o tipo de montagem e o desempenho esperado. Assim, abaixo está o exemplo de código completo:

Cada parte dessa sequência representa um elemento técnico específico da bomba, que será detalhado a seguir.
1. Tipo da bomba (NM ou NE)
O primeiro bloco identifica o tipo de bomba.
- NE bombas fabricadas na década de 70 a 90. Possui um passo curto, conhecido como S, que veremos à seguir. São bombas helicoidais mais robustas, com uma eficiência limitada.
- A linha NM é a evolução da linha NE.
Ela utiliza passos mais longos e uma engenharia mais moderna, o que reduz o custo de manutenção em comparação à NE. Além disso, apresenta maior durabilidade dos componentes e maior vazão de operação.
Ambos os tipos seguem a mesma lógica de construção, variando em formato, entrega e aplicação.
2. Tamanho da bomba
Logo após o tipo, o número indica o tamanho da bomba NM, como 090, definido pelo diâmetro do rotor em milímetros.
Os tamanhos disponíveis seguem uma sequência padronizada: 003, 005, 008, 011, 015, 021, 031, 038, 045, 053, 063, 076, 090, 105, 125, 148 e 180.
Portanto, essa informação mostra o porte hidráulico do equipamento e permite identificar o grupo dimensional correto para reposição de estatores e rotores.
3. Forma construtiva
Em seguida, a letra define a forma construtiva do conjunto. No modelo NM bomba helicoidal, existem duas configurações principais: B e S.

A forma B representa o modelo monobloco, em que a bomba e o acionamento formam uma unidade compacta. Essa montagem reduz o espaço ocupado e simplifica o alinhamento, sendo amplamente utilizada em sistemas com motoredutores acoplados diretamente.
Por outro lado, a forma S indica a versão com mancal, que possui suporte independente e eixo livre para acoplamento externo. Essa configuração é mais robusta e aceita diferentes tipos de acionamento, como polias, redutores ou motores especiais.

Em ambas as versões, o código mantém o mesmo padrão de leitura. A diferença está apenas no formato mecânico da bomba e na forma de transmissão do torque, fatores que influenciam a manutenção e o espaço de instalação.
4. Designação do modelo
Em seguida, o código traz uma letra que identifica a designação do modelo, responsável por indicar o formato da carcaça e o tipo de alimentação do produto.
Cada letra corresponde a uma configuração específica, adaptada ao tipo de fluido, ao processo produtivo e à posição de montagem. A seguir, estão as designações mais utilizadas no modelo NM bomba helicoidal:
| Letra | Descrição resumida | Imagem |
|---|---|---|
| A | Versão asséptica, voltada a processos limpos e de fácil higienização. | ![]() |
| F | Carcaça expandida, ideal para produtos de maior viscosidade. | ![]() |
| H | Construção sanitária, com acabamento liso e conexões higiênicas. | ![]() |
| O | Funil retangular com rosca alimentadora, usado em materiais densos e viscosos. | ![]() |
| P | Modelo com rompe-ponte. Utilizado para materiais irregulares e brutos. | ![]() |
| S | Funil quadrado com rosca alimentadora, voltado a produtos densos. | ![]() |
| T | Montagem vertical, usada em poços e tanques. | ![]() |
| Y | Com flange, desenvolvido para montagens industriais padrão. | ![]() |
Essas variações mantêm o mesmo princípio de funcionamento e seguem o padrão construtivo da linha NM. Dessa forma, é possível adaptar a bomba helicoidal a diferentes condições de processo sem alterar sua base mecânica.
5. Número de estágios

O número de estágios aparece logo após a designação do modelo e indica quantas câmaras formam o corpo da bomba. Cada estágio adicional aumenta a pressão total desenvolvida, mantendo a mesma vazão volumétrica.
Dessa forma, essa característica define a altura manométrica da bomba e influencia diretamente o desempenho hidráulico. A leitura é simples: quanto maior o número, maior a capacidade de pressão.
Por isso, os modelos de 1 a 8 estágios cobrem desde aplicações de baixa pressão até serviços de alta carga e transferência densa.
Na imagem abaixo, o destaque em amarelo mostra a área de passagem do fluido, ou seja, a câmara por onde o produto circula dentro do conjunto rotor–estator.

Essa área varia conforme a geometria e o número de estágios, o que influencia diretamente a vazão e o comportamento volumétrico da bomba.
Além disso, durante a identificação, esse número é fundamental para o cálculo da pressão de projeto e para a seleção correta dos componentes internos.
Por fim, a combinação entre o número de estágios, a geometria e o tamanho da bomba define o desempenho do conjunto e orienta a escolha do rotor e do estator adequados em cada manutenção.
6. Geometria do rotor e estator
A geometria do conjunto rotor–estator define o formato das cavidades internas por onde o fluido se desloca.
Essa configuração é identificada por uma letra no código do modelo e influencia diretamente a pressão por estágio, a vazão e o comprimento do estator.
De modo geral, geometrias de passo curto (como S) produzem maior pressão por estágio, enquanto as versões de passo longo (como L) privilegiam maior vazão com menor pressão. Assim, a escolha da geometria depende sempre do tipo de fluido bombeado e do resultado esperado, seja aumentar a pressão, seja garantir fluxo contínuo.
Por exemplo, na imagem abaixo, é possível visualizar as principais configurações da linha NM bomba helicoidal. Cada cor representa uma geometria distinta:
- S (amarelo): 1/2 lóbulos, fluxo de referência, pressão diferencial até 12 bar.
- L (vermelho): 1/2 lóbulos passo longo, fluxo dobrado e pressão até 6 bar.

Além disso, a geometria deve sempre ser analisada junto ao número de estágios e às condições de operação.
A escolha da geometria correta deve considerar o tipo de fluido e o comportamento hidráulico desejado, garantindo o funcionamento adequado e o desempenho esperado da bomba.
Pressão de projeto

A pressão de projeto indica o limite de operação da bomba em função da geometria e do número de estágios.
Esse valor é fundamental para dimensionar o conjunto e garantir que o equipamento opere dentro da faixa prevista pelo fabricante.
Depois de definir a geometria, no modelo NM bomba helicoidal, a pressão diferencial máxima varia conforme o tipo de geometria.
As versões S e D, por exemplo, atingem pressões mais altas, enquanto as geometrias L e P são destinadas a aplicações de menor pressão e maior vazão.
Na tabela técnica, os valores de referência são:
- Geometria S: até 12, 18, 24, 36 ou 48 bar, conforme o número de estágios.
- Geometria L: até 6 ou 12 bar.
- Geometria D: até 12, 24 ou 36 bar.
- Geometria P: até 6 ou 12 bar.
Esses valores representam a pressão diferencial máxima em rotação no sentido anti-horário.
Por fim, no momento da manutenção ou da compra de sobressalentes, é essencial reunir todas as informações que compõem o código da bomba.
8. Tipo de articulação

A articulação é o elemento mecânico responsável por transmitir o torque do eixo de acionamento ao rotor.
Ela compensa o movimento excêntrico do conjunto e garante que a rotação seja convertida em deslocamento linear do fluido.
No modelo NM bomba helicoidal, a articulação é identificada pela última letra do código. Existem diferentes versões, cada uma adaptada ao nível de torque, ao tipo de produto bombeado e ao acesso de manutenção disponível. Dessa forma, durante a identificação da bomba, é essencial observar esse código final:
| Letra | Descrição resumida | Imagem |
|---|---|---|
| B ou V | Projeto robusto e simples, livre de manutenção e lubrificado a óleo. Possui luva externa em inox para maior proteção e opção de buchas de desgaste. | ![]() |
| F | Indicado para aplicações assépticas e à prova de explosão. Não possui desgaste, manutenção, lubrificantes, selos ou volume inoperante. Conta com conexão patenteada entre rotor e eixo e elimina risco de contaminação do fluido. | ![]() |
| H | Articulação tipo pino para aplicações higiênicas, de fácil limpeza e operação sem lubrificantes. Mantém o conjunto completamente limpo e em conformidade com normas sanitárias. | ![]() |
| J | Desenvolvida para altas exigências mecânicas em aplicações de magma e massa de açúcar. Transmite forças e torque via rolamento radial, possui projeto modular para manutenção rápida e oferece proteção em elastômero (SBE, Viton ou EPDM). | ![]() |
| K | Alta durabilidade com transmissão separada de torque e carga, indicada para operação contínua em cargas elevadas. Conta com selo duplo e sulcos de óleo que garantem resistência química e lubrificação do conjunto. | ![]() |
| Z | Projetada para altas demandas mecânicas, transmite forças e torque por roletes da cruzeta. Possui cartucho de fácil manutenção e vedação dupla. | ![]() |
Aplicação prática na rotina
Em geral, na rotina de manutenção e reposição, é essencial reunir todas as informações que compõem o código da bomba. Além da plaqueta de identificação, devem ser conferidos o número de estágios, a geometria, o tipo de articulação e as condições de operação, como fluido bombeado, temperatura e presença de sólidos.
Como resultado, esses dados permitem confirmar o modelo exato e definir os materiais mais adequados para rotor, estator e vedação. Dessa maneira, o atendimento técnico ocorre de forma mais precisa e a montagem segue sem risco de incompatibilidades.
Disponibilidade e suporte técnico
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Produz estatores, rotores, articulações e selos mecânicos, além de realizar manutenção, restauração e retrofit completos, abrangendo também revisão de motoredutores.
Além disso, com unidade fabril em São Leopoldo (RS) e centro de distribuição em Itápolis (SP), a FOX assegura reposição imediata e apoio técnico direto às equipes de manutenção.
As peças da FOX são totalmente intercambiáveis, compatíveis em sistema “plug and play” com todas as marcas de bombas helicoidais. Modelos NM e NE, Geremia, Hellibombas, Imbil, Roleflex, Valge.
Todas as marcas e designações citadas pertencem a seus respectivos fabricantes.
A FOX não é fabricante das marcas mencionadas nem possui vínculo com as mesmas.
Concluindo a leitura do modelo NM bomba helicoidal
Entender a nomenclatura do modelo NM bomba helicoidal é o primeiro passo para interpretar corretamente o tipo de montagem, a geometria e a pressão de projeto. Com esse conhecimento, o técnico identifica o conjunto com rapidez e solicita peças totalmente compatíveis.
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